Tesouro Direto hoje: taxas sobem com pressão do Fed e aumento das expectativas para a Selic
O Tesouro Direto teve uma alta forte nas taxas nesta quarta-feira (17). Isso aconteceu porque o mercado reagiu ao discurso do novo presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh.
A leitura geral foi de que os juros nos Estados Unidos podem ficar altos por mais tempo. Isso acabou afetando também o Brasil e puxando as taxas dos títulos públicos para cima.
O que aconteceu com o Tesouro Direto hoje?
As taxas dos títulos subiram depois da volta das negociações, que tinham sido pausadas por causa da forte oscilação no mercado.
Os títulos prefixados foram os que mais chamaram atenção:
- Tesouro Prefixado 2029: 14,73% ao ano
- Tesouro Prefixado 2032: 14,67% ao ano
- Tesouro Prefixado 2037: 14,53% ao ano
Os títulos ligados à inflação (IPCA+) também subiram, mostrando que o mercado passou a exigir um retorno maior para investir.
Por que as taxas do Tesouro Direto subiram?
A principal razão vem de fora do Brasil. O mercado entendeu que o Fed pode manter juros altos por mais tempo por causa da inflação nos Estados Unidos.
Quando isso acontece, alguns efeitos aparecem:
- Investir nos EUA fica mais atrativo
- Menos dinheiro vai para países como o Brasil
- O real perde força
- Os juros no Brasil sobem





